Postado em 30 de Junho de 2015 às 16h59

Sinistro marítimo com o Vapor Pedro II em Barra Velha faz 150 anos

Cultura (18)

Cerimônia deve reunir autoridades, militares e alunos da rede pública para relembrar o fato histórico na costa de Barra Velha. 

Um momento célebre deve ser relembrado na tarde dessa quarta-feira, 01, em Barra Velha. A Fundação Municipal de Turismo, Esporte e Cultura realizará às 15h uma cerimônia solene em memória aos 150 anos do sinistro marítimo que aconteceu em junho de 1865 no costão central da cidade, hoje denominado Costão dos Náufragos. Além da explanação histórica feita por especialista, será feito o descerramento da nova placa em lembrança aos 150 anos, bem como a reforma feita na cruz que simboliza o ato. 

Segundo o historiador José Carlos Fagundes, o fato ocorrido no local remete ao ano de 1865 quando o 47º Corpo de Voluntários da Pátria da Paraíba estava a caminho da Guerra do Paraguai a bordo do Vapor Pedro II. “Ao se aproximar da costa da freguesia de Barra Velha a tripulação enfrentou uma terrível tormenta em alto-mar e conseguiram refúgio no atual município, aqui permanecendo durante oito dias.” Cacá, como é conhecido, ainda conta que ao chegarem ao Desterro, atual Florianópolis, os sobreviventes mandaram rezar uma missa solene na Igreja Matriz no dia 3 de julho.

Documentos catalogados na Biblioteca Pública do Estado, em Florianópolis, revelam uma carta endereçada ao Jornal O Despertador, da cidade de Desterro, escrita pelo Major Raimundo Gonçalves de Abreu. No documento, o militar relata o acontecido um dia após deixar a província de Barra Velha. “Navegava o Pedro II com a proa para o sul, quando o dia sobreveio um forte temporal, tornando o mar agitadíssimo, o qual queria submergir esse fraco lenho, a bordo onde vinha um contingente da Guarda Nacional da Paraíba do Norte. A água do mar dentro do navio era tanta que inutilizou as bombas e não podendo ser esgotada, o navio teria afundado infalivelmente.”

Após esgotarem toda a água da embarcação, os tripulantes foram acolhidos pela população local e aqui permaneceram até a chegada do resgate. Antes de partir, fixaram uma cruz de madeira no local para simbolizar o ocorrido. Já em 1971, durante a gestão do Prefeito José do Patrocínio de Oliveira, um monumento em forma de cruz foi erguido. “Mantivemos a placa com os mesmos dizeres e agora acrescentaremos uma outra fazendo referência aos 150 anos. Vamos revestir a cruz com pinus, uma madeira resistente, para simbolizar a cruz original,” destacou Thiago Pinheiro, presidente da Fumtec.

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